preciso voar
sexta-feira, 10 de junho de 2011
Preciso voar. Encontrar-me. Este espaço ultimamente não me preenche. Não me reconhece e eu não me reconheço nele. Tentei mudá-lo. Dar-lhe novas cores. Nova vida. Mas a falta de cor está em mim. Nas minhas palavras, no meu sentir. Preciso de tempo para gostar de estar aqui de novo. Até breve...
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este tempo deprime-me
segunda-feira, 6 de junho de 2011
Este tempo deprime-me. Deixa-me irrequieta e nostálgica. Mal humorada e sem vontade de nada. Sempre com aquela sensação de insatisfação e de irritabilidade. Não gosto de me sentir assim. Tenho saudades do sorriso do Sol.
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para ti
quarta-feira, 25 de maio de 2011
"E tão bom quando alguém sabe cada detalhe teu. Não porque tu os lembras constantemente, mas porque eles prestam atenção."
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amo-te
segunda-feira, 18 de abril de 2011
Amo-te. Quando te ignoro. Quando fujo do teu abraço e recuso o teu beijo. Amo-te. Quando me ignoras. Quando recusas o meu abraço e foges do meu beijo. Quando dizes não e eu digo sim. Quando dizes sim e eu digo não. Amo-te. Sempre. Mesmo quando não o demonstro. Mesmo quando não o digo. Amo-te.
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não me sinto só nesta apatia das palavras
quarta-feira, 13 de abril de 2011
Não me sinto só nesta apatia das palavras. Nesta ausência de inspiração constante e colectiva. Nesta languidez que me entorpece o corpo e me adormece a mente. Não me sinto só nesta ânsia de respirar livremente a frescura dos dias, sem que o nó que me sufoca, me sufoque. Sinto-me parte integrante de uma multidão de espíritos cansados e oprimidos, vencidos pelo seu próprio medo e revolta. Não me sinto sozinha, mas oxalá estivesse. Oxalá a maioria de nós conseguisse vencer esta letargia.
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gosto de mim
quinta-feira, 7 de abril de 2011
Invento-me. Imagino-me. Como sou. Como gostaria de ser. Descubro-me. Conheço-me. De olhar sereno esboço um sorriso. Visto o meu melhor vestido e saboreio o momento. Sou feliz? Não sei. Não importa. Gosto de mim. Como sou. Como gostaria de ser.
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às vezes gostava
quinta-feira, 31 de março de 2011
Às vezes gostava que o mundo fosse apenas um pedaço de mar e um pedaço de terra. Que tivesse uma palmeira e um barco à vela. Um peixe e um pescador. Um sol e uma lua. Que o céu fosse azul e o mar também. Às vezes gostava que o mundo fosse apenas o mundo, sem ter de desejar que o mesmo fosse perfeito.
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um pouco de poesia
terça-feira, 22 de março de 2011
mergulha nos sonhos
ou um lema pode ser teu aluimento
(as árvores são as suas raízes
e o vento é o vento)
confia no teu coração
se os mares se incendeiam
(e vive pelo amor
embora as estrelas para trás andem)
honra o passado
mas acolhe o futuro
(e esgota no bailado
deste casamento a tua morte)
não te importes com o mundo
com quem faz a paz e a guerra
(pois deus gosta de raparigas
e do amanhã e da terra)
E. E. Cummings
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ou um lema pode ser teu aluimento
(as árvores são as suas raízes
e o vento é o vento)
confia no teu coração
se os mares se incendeiam
(e vive pelo amor
embora as estrelas para trás andem)
honra o passado
mas acolhe o futuro
(e esgota no bailado
deste casamento a tua morte)
não te importes com o mundo
com quem faz a paz e a guerra
(pois deus gosta de raparigas
e do amanhã e da terra)
E. E. Cummings
sem sono no silêncio da noite
quinta-feira, 17 de março de 2011
Sem sono no silêncio da noite, o pensamento invade-me. Funde-se com a escuridão das horas e projecta na sombra do quarto o meu maior medo. E se eu morresse agora? Neste preciso momento? Quem ia sentir a minha falta? Quem ia chorar por mim? Quem lavaria a loiça do jantar que não me apeteceu lavar? Quem ia cuidar da minha vida? Abrir o meu correio e ler as mensagens do meu telemóvel. Imergida no absurdo da minha insónia, lentamente deixo-me vencer pelo cansaço e mergulho finalmente na incerteza da vida. Sem voltar a pensar que posso não voltar a acordar, adormeço. Abro os olhos outro vez e já é dia. Olho para a loiça suja do jantar da noite anterior e celebro a vida no simples gesto de a lavar.
existe uma linha muito ténue
sábado, 12 de março de 2011
Existe uma linha muito ténue que separa o real do imaginário. Por vezes essa linha é tão fina, tão imperceptível que nem damos por ela. Gosto de pensar que sei exactamente onde ela fica, onde ela se situa. Que a controlo. Neste momento, muito mais do que a louca vontade de cortar os pulsos à podridão e à hipocrisia da humanidade, apetece-me cortar de vez essa linha. Apetece-me mergulhar na sanidade que ainda me resta e afogar-me na minha própria loucura. Apetece-me acreditar que existe um mundo só para mim, sem nós, sem vós, sem eles. Apetece-me acreditar que o meu imaginário vence este meu cansaço de lutar pela terra prometida. De lutar pelo impossível.
uma vez tive um diário
quarta-feira, 9 de março de 2011
Uma vez tive um diário. Tinha na capa uma boneca de vestido azul sentada numa nuvem. Foi o meu primeiro e único diário. Teve muitos nomes, tantos quanto o meu estado de alma lhe quis dar. Imaginei como seria contar-lhe todos os meus segredos, mesmo aqueles que eu ainda não sabia que guardava. Um dia, escondi a chave, com medo que alguém pudesse descobrir tudo aquilo que eu ainda não lhe tinha contado. Escondi-a tão bem que não a voltei a encontrar. Hoje, ainda fechado, o meu diário guarda os segredos que nunca lhe contei, nas suas páginas em branco e por estrear. Continua a ser o meu primeiro e único diário e tem na capa uma boneca de vestido azul sentada numa nuvem.
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